Pensamentos soltos mas nem tanto...



quarta-feira, 7 de abril de 2010

Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico mudo
quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando
melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro
antes, durante e depois de te encontrar.
Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de
lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.
Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é
covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque
sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência,
(Martha Medeiros)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Uma incógnita com braços de Ganesha


Foi assim... um menino de regae... de corpo embalado, cabelos desconhecidos. E uma ingógnita com braços de Ganesha.
Incógnita por que conheço mas não sei quem é...ou vice-versa, naquela noite me olhou diferente, com os olhos de Shiva, de quem planejava a destruição. Ah, fiquei sem ar...pranayama me socorre!
Como poderia dar conta de tantos braços? Braços de Ganesha. Como uma encarnação do Deus indu de quatro braços, quatro mãos e nem primeira, nem segunda, mas uma quarta intenção.
Ah menino de regae, de olhos de Shiva... quem é você?
Tentando me livrar de tudo com a força de uma formiga, fui amolecendo ao som de um mantra: Gaaateee... Gaaateee... Paaaraaagaaateee... Parassssamgaaateee... Booodhiii-suaaahaaa... que se refere ao mantra dos invencíveis, que, neste caso é ele. Por que eu... a essas horas nem Krishna, Krishna hare hare adiantou.
O dia nasce...e o despertar da consciência acontece: um estranho em minha cama. E agora a mente é um calabouço. E a curiosidade é um bichinho que cresce descontrolado. Haja desdobramento astral... é hora de meditar... pensa no azul, respira lilás.