Não acabou...
sempre sobra alguma coisa!
Pensamentos soltos mas nem tanto...
segunda-feira, 19 de março de 2012
Eu sou... pelo que não sou
Não sou mais menininha...sou uma
mulher já de 35 anos, embora não pareça, nem fisica (graças à Avon) nem
mentalmente. Não sou uma profissional de sucesso, busco a paz de espírito e uma pizza de vez em
quando.
Não sou mãe, mas tenho uma
cachorra que encanta todo mundo com sua docura e delicadeza. Não sou
esposa, porque ainda não decidi se caso ou compro uma bicicleta. Não sou a
namorada porque sou “ficante” eventual (que merda) e não sou uma boa ficante, porque acabo sempre me apegando mais
do que deveria. Não sou a filha ideal, mas amo e admiro meus
pais tanto, mesmo e ainda assim. Não sou a amiga parceira,
porque só vou onde realmente gosto de ir, mas sou a amiga que perdoa, escuta,
acolhe e entende. Não sou a vizinha simpática, não sou, mas sou discreta e não
me meto na vida dos outros, inclusive cumprimento até.
Não sou rica, nem sou pobre, mas
sou aquela que anota tudo, e entra num transe contando moedas, que não
sabe dar troco e não desperdiça dinheiro com (muitas) futilidades.
Não sou atleta, mas adoraria, se não
fosse tão preguiçosa, nem viciada em coisa alguma, porque detesto
dependência. Não sou gostosona, mas tenho meus atributos. Não ando bem
arrumada, mas tenho uma "certa" originalidade. Não danço funk, nem
vou até o chão, chão-chão-chão, mas mexo o corpo quando realmente é conveniente. Não
gosto de sertanejo nem de pagode, porque presto muita atenção nas letras. Não
sou a moça recatada, embora admire muito, porque é difícil demais
controlar meus desejos e o frio na barriga me faz sentir viva. Gosto
de me surpreender comigo mesma e me deixo levar pela borboleta
colorida que voa convulsiva em frenéticos espasmos.
Não sou religiosa como gostaria,
mas acredito que Deus é bondade e que no fundo, livres do medo e da
defesa, todos temos um tanto de bom em nós. Eu mesma tento todos os
dias fazer o bem e, como não consigo, também não faço o mal.
Cansei de ouvir de todo mundo como
é que se trabalha, se ama, se permanece, se constrói ou como se deve ser.
Acabo de aceitar a mim mesma,
simplesmente e inteira... e com a paz bovina de quem pasta suavemente numa
manhã de outono. Ruminando o capim, com calma, paciência, tolerância de quem
usa aparelho ortodôntico.
Assinar:
Postagens (Atom)
