fiquei pensando...e sentindo gratidão pela vida e amor pelos meus pais...e vontade de te abraçar bem apertado...
No início fiquei meio preocupada, pq meus amigos diziam q este filme era minha cara... e eu pensei... que coisa... por mais suavizada que estou, pela maturidade, aceitação, ainda tenho nos olhos o brilho da inquietude... da revolta, da rebeldia... mas é só o brilho mesmo, porque o resto virou CONTEMPLAÇÃO, CONTENTAMENTO, ACEITAÇÃO e chamem como quiser, resignação, estagnação, conformismo, eu chamo de SABEDORIA.
Entendo... que as crianças querem tudo... e os velhos não querem nada. As crianças querem tudo porque suas páginas estão em branco...não tem história guardada. Os velhos... não querem nada... porque sua própria história basta... é o que eu espero de mim, carinho pelas minhas escolhas, perdão pelas minhas falhas, gratidão pelo caminho que percorri e sabedoria para não esquecer o que realmente importa na vida.
É incrível como a gente endurece... qto mais civilizado, mais embrutecido. Ontem me peguei tentando atravessar a rua... e... eu tenho medo. Tenho medo do trânsito. Tenho medo porque... quase ninguém enxerga para fora dos carros, tenho medo...poque lá fora sou confundida com pó e asfalto... tenho medo do olhar das pessoas e as vezes tenho medo do meu próprio olhar, um olhar de pressa... um olhar que buzina...xinga e tiroteia.
Chorei demais qdo vi aquela parte q ele mata o alce e não pela morte do bichinho, mas pela "ganância" (natural do ser humano) de ter mais, mais, e guardar pra depois...mesmo quando apodrecer é inevitável... mesmo lá na natureza selvagem, ele repetiu o mesmo comportamento da civilização. E chorei porque a gente não escapa disso... não tem pra onde fugir.
E chorei também quando o velhinho foi só até a metade do morro, e isso tava bom pra ele... porque o bondinho também podia ser belo e ele aceitava sua condição senil...
O mais louco é que todo mundo ajudou o cara... que queria ir pro Alasca, porque no fundo, todo mundo tb queria um dia ter ido...
E no fim... olhei pra minha vida... e não sei se estou no caminho certo. Mas sei que estou no caminho que é meu e eu aceito...
Fiquei chorando e lembrando... de quando era criança... que também chorava as vezes até dormir... e isso era bom...porque eu só chorava... e quanto tempo não fazia mais isso...
E não é tristeza não... é uma dor de existir... e ser... e deixar doer, sem fazer nada, sem querer nada... só deixar ser...
E.. como foi difícil não fazer nada... não correr para o e-mail, compartilhar no facebook, ligar para você... te acordar no meio da noite.
Então, eu escrevi uma mensagem no meu celular... e enviei pra ti e pra minha família... Só que não tinha crédito, e eu sabia disso mesmo assim e tenho certeza que vcs receberam.
E eu fico meio boba... e feliz... porque um filme me atravessa, me arrebata...ainda.
Eu posso cair em segurança...

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