Hoje, depois de muitos anos, resolvi escrever... Escrever sobre mim, sobre a vida, sobre a relação com as pessoas. Lembrei, vendo o sol e sentindo a tarde fria de inverno o quanto era gostoso escrever poesia ou qualquer coisa que me vinha a mente, quando eu ainda era adolescente... Me deu saudades de reviver o que eu era e resgatar coisas que perdi com o tempo e que me faziam feliz.
Não lia os e-mails que recebia de amigos há muito tempo, porque comecei a acreditar que outras coisas maiores, eram mais importantes para o meu pouco tempo de descanso em casa nos finais de semana. Hoje li um e-mail lindo e percebi que não são as grandes, mas justamente as pequenas coisas, simples da vida, feitas com amor e presença, que nos fazem feliz.
Li e chorei, era uma história bonita de alguém que não tem preconceitos, que aceita os seres humanos como eles são, sem valorizar sua classe social ou o estado momentâneo em que estão. Chorei porque me identifiquei com o texto, chorei porque me perdi e começo a me resgatar: doce, meiga, humana e ao mesmo tempo, forte para poder me ajudar e dar um pouco de mim, ao outro.
Sinto que se perder de si é bom (por um período de tempo)... assim pude ver e experimentar um lado diferente da vida que costumava levar, muita bebida, muito sexo, muitas baladas, muitos homens diferentes de todos os jeitos e pra todos os gostos, testei tudo o que pude e não foi assim que me encontrei, muito pelo contrário, mais distante de mim eu fiquei.
Só comecei a perceber o quanto estava longe do que sou, quando não me sentia mais presente nos lugares em que estava, como se apenas o meu corpo estivesse ali, mas minha mente não. Reconhecer isso foi cruel, me fez ver o quanto eu não estava vivendo, o quanto eu vegetava em um corpo presente e o resto? Onde será que estava? Isso ainda não consigo responder, mais umas sessões de terapia, talvez me tragam a resposta.
Mas a questão é: consciência = mudança e é isso o que faço agora. Fico horas com as amigas pintando os cabelos, as unhas, fazendo hidratação, tirando as sobrancelhas, fazendo luzes (que aprendemos há pouco tempo e tá dando certo, não sei até quando, rsrsrs). Também tenho tido mais tempo para pensar em mim, para ler coisas interessantes, assistir filmes, caminhar pela manhã sentindo o sol aquecer meu corpo (que delícia). Semana que vem começamos a academia, eu não gosto de musculação, mas vou adorar agora, é uma questão de me entregar a isso e tudo dará certo, tenho fé. Quero voltar a ser eu, sorrir todos os dias, dar “oi” para quem nem conheço, ir ao trabalho caminhando, sentindo o ar entrar nos pulmões e o sol ofuscar meus olhos. Falar com muitas pessoas, reaprender a valorizar mais os amigos, aqueles de verdade, que estão ao meu lado todos os dias! Parar de sentir tanta saudade e ir até o encontro daqueles que não posso ver sempre.
Pensar mais em mim e parar de procurar algo que não encontro, talvez porque o encontro com o outro só ocorra quando eu mesma conseguir me encontrar. Vamos partir desse princípio!
Há algum(Muito) tempo eu estava assim...
ResponderExcluirSó queria festa, tudo ao meu redor era festa, ficar um find sem uma balada? Credo era tortura! Até começar a namorar, ai a caseira tomou conta, tudo vai bem na mais perfeita tranqüilidade. Até o namoro terminar.... iiiii daí veio a maldita depre, aqueles longos meses sem sair, já não queria festa, não queria estar perto de ninguém a não ser do meu mundinho! Tempos se passaram e logo voltei a “ativa” meio perdida mais voltei... (tipo barata tonta sabe).
Mais o tempo de “depre” me ajudou e muito...percebi que consgigo sobreviver a dias ou até mesmo meses sem uma baladinha.
E agora sim, penso um pouquinho mais em mim.
Beeeeijos Gii
Bom saber que não sou a única a passar por isso. Me deixa mais tranquila e até mesmo, mais esperançosa de que vou conseguir ficar sem baladas e sem o "tal" do namorado, hehehe.
ResponderExcluirObrigada!