Pensamentos soltos mas nem tanto...



domingo, 4 de julho de 2010

Reencontro

Por Madame Lua

Hoje, depois de muitos anos, resolvi escrever... Escrever sobre mim, sobre a vida, sobre a relação com as pessoas. Lembrei, vendo o sol e sentindo a tarde fria de inverno o quanto era gostoso escrever poesia ou qualquer coisa que me vinha a mente, quando eu ainda era adolescente... Me deu saudades de reviver o que eu era e resgatar coisas que perdi com o tempo e que me faziam feliz.
Não lia os e-mails que recebia de amigos há muito tempo, porque comecei a acreditar que outras coisas maiores, eram mais importantes para o meu pouco tempo de descanso em casa nos finais de semana. Hoje li um e-mail lindo e percebi que não são as grandes, mas justamente as pequenas coisas, simples da vida, feitas com amor e presença, que nos fazem feliz.
Li e chorei, era uma história bonita de alguém que não tem preconceitos, que aceita os seres humanos como eles são, sem valorizar sua classe social ou o estado momentâneo em que estão. Chorei porque me identifiquei com o texto, chorei porque me perdi e começo a me resgatar: doce, meiga, humana e ao mesmo tempo, forte para poder me ajudar e dar um pouco de mim, ao outro.
Sinto que se perder de si é bom (por um período de tempo)... assim pude ver e experimentar um lado diferente da vida que costumava levar, muita bebida, muito sexo, muitas baladas, muitos homens diferentes de todos os jeitos e pra todos os gostos, testei tudo o que pude e não foi assim que me encontrei, muito pelo contrário, mais distante de mim eu fiquei.
Só comecei a perceber o quanto estava longe do que sou, quando não me sentia mais presente nos lugares em que estava, como se apenas o meu corpo estivesse ali, mas minha mente não. Reconhecer isso foi cruel, me fez ver o quanto eu não estava vivendo, o quanto eu vegetava em um corpo presente e o resto? Onde será que estava? Isso ainda não consigo responder, mais umas sessões de terapia, talvez me tragam a resposta.
Mas a questão é: consciência = mudança e é isso o que faço agora. Fico horas com as amigas pintando os cabelos, as unhas, fazendo hidratação, tirando as sobrancelhas, fazendo luzes (que aprendemos há pouco tempo e tá dando certo, não sei até quando, rsrsrs). Também tenho tido mais tempo para pensar em mim, para ler coisas interessantes, assistir filmes, caminhar pela manhã sentindo o sol aquecer meu corpo (que delícia). Semana que vem começamos a academia, eu não gosto de musculação, mas vou adorar agora, é uma questão de me entregar a isso e tudo dará certo, tenho fé. Quero voltar a ser eu, sorrir todos os dias, dar “oi” para quem nem conheço, ir ao trabalho caminhando, sentindo o ar entrar nos pulmões e o sol ofuscar meus olhos. Falar com muitas pessoas, reaprender a valorizar mais os amigos, aqueles de verdade, que estão ao meu lado todos os dias! Parar de sentir tanta saudade e ir até o encontro daqueles que não posso ver sempre.
Pensar mais em mim e parar de procurar algo que não encontro, talvez porque o encontro com o outro só ocorra quando eu mesma conseguir me encontrar. Vamos partir desse princípio!

2 comentários:

  1. Há algum(Muito) tempo eu estava assim...
    Só queria festa, tudo ao meu redor era festa, ficar um find sem uma balada? Credo era tortura! Até começar a namorar, ai a caseira tomou conta, tudo vai bem na mais perfeita tranqüilidade. Até o namoro terminar.... iiiii daí veio a maldita depre, aqueles longos meses sem sair, já não queria festa, não queria estar perto de ninguém a não ser do meu mundinho! Tempos se passaram e logo voltei a “ativa” meio perdida mais voltei... (tipo barata tonta sabe).
    Mais o tempo de “depre” me ajudou e muito...percebi que consgigo sobreviver a dias ou até mesmo meses sem uma baladinha.

    E agora sim, penso um pouquinho mais em mim.
    Beeeeijos Gii

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  2. Bom saber que não sou a única a passar por isso. Me deixa mais tranquila e até mesmo, mais esperançosa de que vou conseguir ficar sem baladas e sem o "tal" do namorado, hehehe.
    Obrigada!

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